Compositor: Quimi Portet, Manolo García
Deixei o campo
Cansado e atordoado
Presa da ansiedade
Não existem outros mundos
Mas existem outros olhos
Águas tranquilas
Nas quais ancorar
Mar antigo
Mãe selvagem
De abrigo incerto
Que embala o olival
Minha alma chora
Confusa e triste
Olhos azuis
Nos quais naufragar
Senti tanto sua falta
Pequena e passageira pátria
Desejo que, ao chegar o furacão cruel do norte
O fogo do lar não se apague no seu porto
Mar antigo
Mãe selvagem
Em suas margens, vou rezar de joelhos
Terra absurda
Que me tornou absurdo
Saudade de um futuro azul no qual ancorar
Triste e cansado
Com os velhos amigos
O vinho e o cantar
Enquanto restar uma oliveira no olival
E uma vela latina no mar
Velhos deuses
Esquecidos
Mantenham-nos
Livres de todo mal
Mar antigo
Deus selvagem
Da azinheira
E do olival cinza