Compositor: Quimi Portet, Manolo García
O que eu tenho, eu levo comigo
Nesta bolsa absurda e nesse corpo absurdo
O que eu quero está sempre tão longe
Talvez no fim deste caminho absurdo
Às vezes, quando o Sol se põe
Tingindo de violeta a beira do mar
Entendo que nunca tive nada e que
Muito provavelmente nunca vou ter
Uh-uh-uh-uh
Só o beijo da sua voz na alma
Uh-uh-uh-uh-uh-uh-uh-uh
E o perfume do seu corpo ao meu redor
Eu me sinto tão sozinho
Não sei em que direção correr
Como um pássaro estranho
Que chegou ao banquete dos macacos
Me leve, ar da estrada
Para onde ninguém possa me encontrar
Me leve, ar morno e azul
E me abandone pendurado na sua luz
Na sua luz brilhante de faca
Vou reconhecer a rosa e o cravo
Me leve, ar da estrada
Para onde ninguém possa me encontrar
Às vezes, quando o Sol aparece
Enchendo de diamantes a quietude do mar
Percebo que sempre foi assim
Sempre estive sozinho e sempre estarei
Uh-uh-uh-uh
Quantas vezes, sonhando acordado
Uh-uh-uh-uh-uh-uh-uh-uh
Acho que vejo você no meio da multidão
Em algum lugar
Alguém deveria escrever
Que este mundo não passa
De uma enorme pedra redonda
Eu me sinto tão sozinho
Que não sei em que direção correr
Como um pássaro estranho
Que chegou ao banquete dos macacos
Me leve, ar da estrada
Para onde ninguém possa me encontrar
Me leve, ar morno e azul
E me abandone pendurado na sua luz
E na sua luz brilhante de faca
Vou reconhecer a rosa e o cravo
Nos leve, ar da estrada
Para onde ninguém possa nos encontrar